Ensaios

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Trabalho Pesado

Publicado por Imagem Produções em 05 Mar 2008 | sob: Ensaios

 

Produzir uma campanha para um grande anunciante não é uma tarefa muito fácil. Todos esperam muito dos filmes e a responsabilidade pelo trabalho pesa nas costas de qualquer um. Mas como a produtora está no final da cadeia alimentar, essa responsabilidade pesa muito nas costas da gente.

Produzir a nova campanha do Nazaré não foi fácil. 10 filmes, só duas diárias de gravações, mais de 30 profissionais envolvidos e tudo com um único objetivo, vender o peixe do cliente, que estava disposto a dar uma guinada na linha de comunicação dele.

A campanha, criada pela Sim Comunicação, queria reviver um apresentador que já havia sido usado pelo cliente antes com muito sucesso e queria dar um novo posicionamento ao supermercado. Conseguiu! E com um detalhe a mais, humanizou o apresentador.

Normalmente apresentadores de comerciais são simpáticos, porém distantes. Todos querem parecer íntimos, alguns até conseguem passar isso, vide Carlos Moreno da BomBril, mas intimidade com o telespectador não é algo muito fácil de se conseguir. Tony Mastaler, o garoto-propaganda do Nazaré, tem, por isso foi só trazer à tona.

Um outro ponto que pesou na produção desses filmes, foi a minha decisão de filmar com o supermercado aberto. Pode parecer loucura, mas achei que seria mais fácil para o apresentador entrar no clima que eu estava querendo com a movimentação das pessoas, com o supermercado vivendo seu dia-a-dia. Graças à Deus eu estava certo. O ator percebeu onde eu queria chegar e conseguiu entrar no jogo.

Outro detalhe foi a fotografia, queria que ela passasse para o telespectador uma sensação de tranqüilidade e conforto. Estávamos gravando em HDV, vídeo de alta-definição, com isso teríamos uma qualidade de imagem muito melhor e tínhamos como passar essa sensação. Conversei com um dos nossos diretores de fotografia, Jacob Serruya, e optamos por reforçar a iluminação natural que já tem nos Supermercados Nazaré, assim conseguiríamos uma unidade na fotografia e conseguiríamos chegar no clima desejado. Outro ponto foi a diferença na manipulação da câmera. Quando está no apresentador, a câmera "flutua" com a ajuda da grua, mas quando mostra o supermercado ela passeia pelos espaços e pelos produtos solta nas mãos do diretor de fotografia. Assim estabelecemos dois pontos de vista e duas linguagens completamente diferentes que, integradas pela edição, dão o tom certo que o filme precisava.

Falando nisso, a campanha já estava quase pronta, mas faltava um toque à mais. Christina Carvalho Pinto quando lançou a FULL JAZZ disse que escolheu esse nome para a agência porque ela funcionava como uma banda de jazz. Uma produtora também tem que ser assim. A Imagem é assim. Cada um tem seu talento, e o objetivo de todos é sempre dar o melhor de si para valorizar o trabalho que é de todos. Alex Esteves, é o responsável pela finalização dos filmes da Imagem e cuidou pessoalmente da Campanha do Nazaré. Foram mais de 20 horas testando filtros e efeitos para que o filme tivesse o tom certo, o cor certa, o clima correto. E mais outras 60 horas para finalizar os 10 filmes da campanha.

O resultado já está no ar e é mais uma campanha que faz a gente ter orgulho, com a certeza que fez um excelente trabalho.

 

QUALIDADE X CUSTO

Publicado por Imagem Produções em 28 Fev 2008 | sob: Ensaios

cofrinho - cofrinho

“O que mais importa quando vocês está contratando os serviços de uma produtora? A qualidade do serviço ou o custo do orçamento?”

Perguntinha difícil de responder.

Se você é CRIAÇÃO é óbvio que vai responder que é a QUALIDADE, mas se você é CLIENTE vai dizer que o que importa é o PREÇO, pelo menos na maioria das vezes é o que dizem.
Agora, se você é atendimento, vai dizer que é um pouco dos dois. E é isso mesmo!
Para a produção de um comercial o que importa é a excelente qualidade a um preço justo.
É claro que a dificuldade está exatamente em equilibrar “QUALIDADE X CUSTO”. Não é uma tarefa fácil.
Como você vai poder provar para o cliente, ou até mesmo para o atendimento da agência, que a produtora A é melhor que a produtora B e que o valor que ela está cobrando não é um absurdo? Principalmente quando você não tem como mostrar o trabalho antes de estar pronto. É difícil, mas não é impossível.
Para isso existem portfolios, sites, trabalhos anteriores, reuniões e até mesmo a relação de confiança que a agência tem com a produtora. A agência quer que o filme fique muito bom. Afinal de contas, é o nome dela que também está no jogo. O filme nunca é só do cliente que contratou ou da produtora que o produziu. Todos que trabalham na produção de um filme publicitário estão empenhados para ter o melhor resultado possível. Que vitrine melhor para mostrar seu trabalho que um filme bem produzido.
Compara-se muito o mercado de Belém com os mercados de Curitiba, Recife, até com mercados do interior de São Paulo. Fala-se de equipamentos e de profissionalização, acho que temos que nos profissionalizar cada vez mais. Mas, essa profissionalização não se faz com um só filme, com um só trabalho. É uma cosntante. Não é todo dia que vai aparecer uma super-produção, mas é todo dia que desenvolvemos as técnicas e os recursos para usarmos nas super-produções e nos filmes mais simples, mas nem por isso, menos importantes.
Temos muito que desenvolver como mercado. E devemos desenvolver juntos. Unidos. Todos com um único objetivo.
Não temos que aceitar sempre as imposições que o mercado nos faz. Temos que ser flexiveis sim. Mas não podemos aceitar que a única referência que alguns “profissionais” do nosso mercado tem é PREÇO.
Preço é importante sim, mas é um ítem no conjunto.
Você não vai ter um bom filme, sem ter uma boa qualidade e pra isso, em alguns casos, tem que pagar um pouco mais.
Lembre-se que a qualidade do filme que você, ou seu cliente coloca no ar é o que o consumidor vai achar que é a qualidade da empresa que está anunciando.
Não pense que o telespectador vai assistir à um comercial ruim e vai dizer: “olha que iluminação mal feita”, “olha que produção ruim”, ou ainda, “olha que trilha feia que botaram nessa filme”.
A única coisa que ele vai dizer é: “viu só que comercial ridículo o do FULANO”.
Só pense que querer sempre o menor custo abrindo mão da qualidade é, em alguns casos, se colocar no papel do FULANO.